Smartphone Motorola Defy MB525 – Resenha

Smartphone Motorola MB525 Defy
Preço: R$999
Site: magazineluiza.com.br

Peguei na mão há algumas semanas atrás o Motorola Defy, um dos lançamentos da empresa no final do ano passado. Dentre os três (Milestone 2, Spice e Defy) acho que esse é o mais legal, e com melhor custo X benefício. Em design ele não tem nada de impressionante, mas é bonitinho. Cantos arredondados como os do iPhone 3GS, traseira emborrachada, detalhes dos parafusos aparentes e entradas totalmente vedadas. Ele é levinho, só 118 gramas.

A frente é toda tomada pela boa tela multitoque TFT de 3.7 polegadas com 480 x 854 pixels e 16 milhões de cores, além dos botões de toque, tudo recoberto pelo Gorilla Glass, tipo de vidro resistente a batidas e riscos, o mesmo utilizado no iPhone 3GS. E esse vidro é só uma das características que fazem do Defy um smartphone diferente e prático para alguém como eu, totalmente desastrada e distraída.

O diferencial principal desse aparelho é a resistência a água. Pode derramar coisa em cima dele que o bichinho não morre, e ainda recebe ligações! Deixou cair na privada, no meio da balada? Foi sair do carro e o celular caiu na água da sarjeta? Tava no escritório e derrubou café? Esse resiste, eu fiz os testes. Além disso ele também resiste à poeira e a quedas de mais de um metro na areia (essa de areia não me convenceu muito, mas enfim…). Ou seja, você que sente seu coração de esfarelar um pouco cada vez que deixa essa coisa cara que chamam de telefone se espatifar no chão, pode encontrar algum consolo nesse aqui.

Ele também resiste em outro quesito, o da bateria. Outros smartphones como o Galaxy S, o Milestone 2 e outros parrudos não passam de 7 horas de uso intenso, com muita sorte. Eu passei o dia conferindo emails, papeando no chat e atualizando o Tweetdeck e o Defy aguentou 12 horas. Eu também achei difícil, mas liguei ele carregadasso às 7 da manhã e ele só foi morrer depois das 19 horas, eu estava quase chegando em casa.

Um dos itens que não agradou tanto foi a performance. O toque dele é suave e leve na tela, ele desempenhou bem a maioria das tarefas normais como ler email, redes sociais, navegação, tudo sem problemas. Mas quando exigimos demais do hardware, ele pode dar alguns engasgos. Enquanto jogava o jogo padrão de testes, Abduction, ele se comportou de forma estranha e travou algumas vezes com o acelerômetro. Mas se você não é um gamer viciado e não é muito exigente com o aparelho, esse não te decepciona. Seu processador é um Cortex-A8 de 800MHz.

Aproveitando que falamos de hardware, falemos de sistema. Inicialmente não entendemos, mas ele vem com a versão 2.1 do sistema (leia mais abaixo). Isso não é um problema grande, apenas já testei aparelhos com a versão do 2.2 do Android e sei que ela é mais esperta que essa. Não há prejuízos, mas não há ganhos. Não tive qualquer problema com o uso dele ou com a instalação de qualquer aplicativo, por isso não posso dizer nada contra.

Sua câmera é de 5MP, acompanhada de flash e autofoco. Como todo Motorola, não é uma boa câmera para quem quer tirar belas fotos com o celular (compre um iPhone 4 ou um Sony Ericsson Satio). Em ambientes claros ele tira fotos boazinhas, mas é só escurecer um pouco que já fica super granulado, mesmo com o uso do flash, que nunca faz bem em fotos. Além disso, o Defy faz vídeos com qualidade VGA, quase suficiente para postar coisas no YouTube, mas nem isso.

Ele possui especificações de hardware padrões. É completo. com Wi-Fi 802.11 b/g/n, Bluetooth, GPS acompanhado de A-GPS (funciona com satélites e com a rede celular, deixando a localização mais rápida), rádio FM e AM, etc. Sua capacidade interna é de 2GB, mais do que suficiente pra se esbaldar instalando aplicativos e jogos. Para músicas e filmes, o Defy vem com um cartão microSD de 8GB e aguenta até 32GB extras.

Ele não inova muito em aplicativos. A Motorola joga nele tudo o que tem. O Blur, que a maioria das pessoas pensa que é apenas um aplicativo pobre pra redes sociais, também permite localizar seu smartphone por GPS e até apagar os dados à distância. Também conta com DLNA, Mapas, Gmail, Gtalk, Navegador GPS, Notícias, Portal do telefone, SHOP4APPS e outros. Ah, ele vem com um par de fones comuns que funciona bem no player simples do Android.

Tive a oportunidade de fazer uma pequena entrevista com Renato Arradi, Gerente de Produto da Motorola Mobility. Foi importante porque o Defy é realmente um produto diferente, e com características talvez procuradas por muita gente. Quando questionado sobre a tecnologia que tornava esse aparelho tão resistente, Arradi disse que são utilizados diversos dispositivos mecânicos e de design que fazem com que o telefone atenda uma norma técnica chamada IP67 que indica o nível de proteção do equipamento em relação à água e poeira.

Obviamente, funções como resistência à água, poeira e riscos são úteis, já que todo mundo é meio desastrado e atira seu aparelho no chão. Arradi relatou que pesquisas realizadas pela Motorola Mobility indicaram que resistência a riscos e a água são duas das principais características desejadas pelos consumidores no seu próximo telefone.

E algo muito importante. De acordo com ele foi uma decisão de estratégia de mercado o Defy chegar com a versão 2.1 do Android, mesmo a versão 2.2 já tendo aparecido em aparelhos como o Milestone 2. Mas, para alegria e alívio de todos, Arradi diz que não há data prevista para a atualização, mas confirma que o produto terá o upgrade!

Resumindo, ele não é um aparelho barato, mas não é caro como os mais parrudos (Milestone 2, Galaxy S, Xperia X10, etc). Seu custo X benefício é alto, ainda mais para os descuidados. É pequeno e leve, tem desempenho forte e nem parece. Bom para quem quer começar com o pé direito no mundo do Android ou se cansou dos Androids mais fracos como o Motorola Flipout, o Sony Ericsson X10 mini ou o LG Sm@rt GW620.

Confira o vídeo:

Stella Dauer

Stella Dauer é a editora-chefe do EuTestei, e escreve pra outros sites de tecnologia como TechTudo, MeioBit e iG Tecnologia. Adora smartphones, tecnologia e o Pombo Pi.

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